07 julho, 2009

Covardia, Que Covardia!


Se analisarmos bem o program exibido ontem, as iniciais do programa CQC (Custe o Que Custar) da Band poderiam ser mudadas para o título desse post.

Não sou muito ligado em televisão, não sei se é porque minha TV passa poucos canais, ou porque o tempo anda cada vez mais curto pra mim, mas existem alguns programas que eu sou uma espécie de "fã de carteirinha", é difícil perder.

O CQC é um desses poucos programas.

Por mais críticas que eles possam sofrer, os "homens de preto" comandados por Marcelo Tas, indiscutivelmente um dos grandes jornalistas do Brasil hoje em dia, muito pelos (diria até folclóricos) Ernesto Varela e Professor Tibúrcio.

Além dele, fecham o trio que apresenta o programa todas as segundas, o gaúcho e ex-jogador de basquete Rafinha Bastos e o impagável Marco Luque (seu personagem Jackson Five deve estar de luto atualmente).

Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Rafael Cortez e Oscar Filho fazem as matérias, sempre com piadas novas, sempre correndo atrás da informação de uma maneira diferente, o chamado humor inteligente.

Mas falo especificamente sobre o programa de ontem, onde dois dos integrantes do CQC foram literalmente agredidos.

Primeiro, Felipe Andreoli no Rio Grande do Sul.

Inter x Corinthians disputando a final da Copa do Brasil e o repórter do CQC como sempre foi lá, Andreoli sempre está nos eventos esportivos.

Li alguma coisa no blog dele antes do programa ir pro ar e já vi que a situação foi tensa, no programa deu pra ver um pouco do que aconteceu.

Acho lamentável esse tipo de atitude, admiro muito o Rio Grande do Sul, os times de lá tem história e o estado como um todo tem mais história ainda, porém, uma atitude como essa da torcida do Inter é condenável, é lógico que foi apenas uma parte, duvido que todos os Colorados sejam assim, mas mesmo assim, coisas como essa são ridículas, não é querer estampar um nacionalismo eloquente que eu definitivamente não tenho, mas somos todos brasileiros caramba!

Mas pior do que isso, foi a atitude dos seguranças do (por enquanto) Presidente do Senado, José Sarney.

Assim como Felipe Andreoli está sempre na área esportiva, a área política é comandada por Gentili, que no começo do programa ganhou muitos elogios com o quadro "Repórter Inexperiente".

E estar na área política significa estar sempre no Congresso e procurar sempre o melhor jeito de conciliar o humor com essa coisa tão séria que é a política.

Na matéria exibida ontem, Gentili foi covardemente agredido pelos seguranças de Sarney, eles chegaram até a usar técnicas que eram usadas na época da Ditadura Militar, como bem lembrou o homem da franja invisível.

Agora eu me pergunto: O Brasil ainda tem espaço para isso?

Muito se discute dos erros dos políticos, corrupção e tudo mais, porém coisas como essa atitude dos seguranças de Sarney talvez sejam ainda mais prejudiciais para a democracia em nosso país, liberdade de imprensa é primordial.

Pra finalizar, do pouco que eu sei sobre jornalismo, acredito que o estilo jornalístico que o CQC segue seja um dos melhores atualmente, humor de cara limpa, sem apelação e comprometimento com causas sociais (o quadro Proteste Já!) e com causas políticas (em todas essas matérias de Danilo Gentili), essa é a ideia: ir atrás da notícia, custe o que custar, e apesar do formato do programa ser importado, é muito brasileiro.

Veja a matéria do Danilo Gentili no Congresso, do programa de ontem:

03 julho, 2009

A Semana em Porto Alegre

Essa semana que abriu o mês de julho, no que se diz respeito a futebol, teve como sua capital a cidade de Porto Alegre.

Na quarta-feira, o segundo jogo da decisão da Copa do Brasil, disputado entre Internacional x Corinthians, no Beira-Rio e no dia seguinte, a decisão pra ver qual brasileiro enfrentaria o Estudiantes de La Plata na final da Copa Libertadores que será disputada nas próximas duas quartas.

Corinthians Tri-Campeão da Copa do Brasil
No primeiro dos dois grandes jogos, o Corinthians se deu bem, superou o trauma do ano passado, quando perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport, jogando o segundo jogo fora de casa e com um empate em 2 x 2 se tornou tri-campeão da Copa do Brasil (o jogo de ida no Pacaembu tinha sido 2 x 0 para o Corinthians).

Aqui no Un Quimera, lá em fevereiro, um domingo antes de começar a Copa do Brasil eu dei os meus palpites sobre quem seria o campeão, dentre os times citados por mim, Internacional e Corinthians estavam lá.

O Inter, que talvez tenha percorrido um caminho mais complicado do que o do Corinthians para chegar a final era o grande favorito desde o início da competição, mas depois das quartas contra o Flamengo, muito do misticismo que cobria o Colorado foi quebrado.

Chegou para o primeiro jogo da final muito desfalacado e, não conseguindo fazer gol fora de casa tinha que fazer um resultado muito bom no jogo de volta, em Porto Alegre.

Mesmo com seus principais jogadores em campo, o time de Tite sentiu a pressão de ter que fazer esse bom resultado e entrou nervoso em campo, o Corinthians, que durante toda a competição soube se portar muito bem jogando fora de casa aproveitou esse nervosismo, e com gols de Jorge Henrique e André Santos, abriu 2 x 0 no primeiro tempo, praticamente matando o jogo.

Na volta para o segundo tempo o Inter até conseguiu o empate com dois gols de Alecsandro, o jogo ficou marcado também por muitas briguinhas e expulsões, destaque para o argentino D'Alessandro, camisa 10 do Inter, um excelente jogador de futebol, um dos melhores em atividade no Brasil, mas que perdeu a cabeça nessa final e cometeu atitudes de um verdadeiro "chico".

O Corinthians mereceu o título e acumula agora 3 títulos em 7 meses (Série B, Paulista e Copa do Brasil), Mano Menezes aos poucos foi montando esse time que hoje é muito maduro, e consistente, tanto defensivamente quanto no ataque, o grande perigo é acontecer um desmanche, afinal, muitos dos titulares do Corinthians estão sendo observados por clubes europeus, e o mercado está aberto.

Cruzeiro na final da Libertadores

Ontem, quase um replay do jogo de quarta.

A situação do Grêmio era muito parecida com a do seu rival estadual, só que o Tricolor gaúcho tinha conseguido marcar um gol no jogo de ida, no Mineirão (que terminou 3 x 1 para o Cruzeiro).

E o time de Paulo Autuori até começou bem, tentando pressionar o Cruzeiro, mas apesar de chegar muito, não chegava com objetividade.

Ao contrário da Raposa que, em duas chegadas, meteu 2 gols.

Aos 34, o Gladiador Kléber fez ótima jogada pela direita e deu o primeiro gol para Wellington Paulista. Dois minutos mais tarde, de novo pela direita, Jonathan cruzou na cabeça do mesmo Wellington Paulista.

2 x 0 e partida praticamente decidida, assim como na quarta.

E pra terminar as coincidências do dia anterior, o Grêmio voltou para o segundo tempo sem desanimar e também conseguiu empatar, com gols de Réver e Souza.

Apesar desses dois resultados adversos é bom não subestimar o futebol gaúcho, que conta com dois bons times, alguns ótimos jogadores e que, desde 2006, vem conseguindo sempre resultados expressivos, até mesmo um Mundial.

Sobre os finalistas da Libertadores: o jogo de estreia será também o último jogo deles.

A exemplo da edição do ano passado, quando os dois finalistas (Fluminense e LDU) sairam do mesmo grupo, esse ano o Estudiantes de Verón e o Cruzeiro de Kléber também chegam a final vindos do mesmo grupo.

Na primeira fase o Cruzeiro venceu no Mineirão por 3 x 0, na estreia de Kléber, com dois gols do mesmo e o Estudiantes venceu em La Plata por 4 x 0. A final será um tira-teima e por ter feito uma melhor campanha na primeira fase, o Cruzeiro decidirá em casa.

Nada melhor do que um duelo Brasil x Argentina numa final de Libertadores, ainda mais numa tão simbólica, essa é a Libertadores de número 50.

O Cruzeiro é sim muito favorito pra essa final, mas o Estudiantes não costuma dar mole, e depois de perder a final da Sul Americana do ano passado para o Inter, esse ano Verón e cia. vem mais calejados para essa outra final contra um time brasileiro.

30 junho, 2009

Os "acontecimentos" de junho/2009

Esse mês que marca o meio do ano foi um mês cheio de acontecimentos, como os posts "acontecimentos" são mensais e sempre no último dia do mês, conforme vão acontecendo as coisas durante o mês já vou esboçando o post e pra ser sincero, o desse mês era pra ser: O desastre do Air France e As Eleições no Irã, mas como o desastre do Air France na verdade ocorreu nas últimas horas do mês de maio e o assunto do Irã pode ser tratado mais a frente, optei por colocar estes outros 2 acontecimentos:

O Fim do Diploma de Jornalismo

No dia 17, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o curso de jornalismo.

Curso esse que considero de extrema importância, sempre quis ser jornalista e ainda quero muito, esse "acontecimento" seria indispensável.

Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo podem ter mudado a história. Uma profissão que exerce influência na opinião pública em todas as áreas, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes sacramentou a decisão dizendo que o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área.

Procurei me informar sobre o assunto e, principalmente pela internet, vi opiniões das mais diversas, alguns totalmente a favor do fim do diploma como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e alguns totalmente contra, como a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Fora do mundo da web, achei muito interessante o Observatório da Imprensa do lendário Alberto Dines, exibido uma semana atrás (23/06), um ótimo debate mostrando os dois lados da moeda, que me ajudou muito a compreender toda essa situação.

Essa decisão, no mínimo polêmica por parte do STF, como já disse, pode alterar muitas coisas dentro das universidades e do mercado de trabalho, boa ou ruim, acredito que seus verdadeiros resultados virão somente a longo prazo, por enquanto muita coisa não deve mudar.

Já existem muitas redações com não diplomados, que são especialistas em um certo assunto e por isso escrevem, casos como esse devem aumentar muito com o fim da obrigatoriedade do canudo.

Porém, as empresas de comunicação não deverão trocar o certo pelo duvidoso quando se tratar de jovens jornalistas, ou seja, dificilmente alguém sem nenhum ou quase nenhum embasamento jornalístico será contratado em detrimento de um jornalista com uma bagagem de quatro anos de universidade.

Foi tudo muito rápido, e devido a essa mudança, cheguei até a cogitar uma mudança de curso no vestibular que vou prestar esse ano, mas pensando bem, gosto mesmo é de jornalismo, e nem que seja para a minha geração ter de reinventá-lo e adaptá-lo a esse novo mundo, virtual, globalizado e não diplomado, não cheguei até aqui pra desistir agora.

A Morte de Michael Jackson
Esse acontecimento é de longe o que teve maior repercussão de todos já falados aqui no Un Quimera.

Era uma quinta-feira, chegava em casa a noite, cansado e quando ligo o computador só pra dar uma olhada na net, tá lá estampado em todas as manchetes de quase todos os sites: Morre o Rei do Pop.

Juro que a princípio não acreditei, além de tudo mais que ainda vou comentar, a morte de Michael Jackson foi inesperada, com apenas 50 anos um dos cantores mais influentes do século XX morreu.

Sinceramente nunca escutei muito o som de Michael Jackson, mas quando escuto dá pra sentir que é algo diferente, em especial duas canções que já escutei demais por causa de Festivais Escolares: Thriller e Beat It, a primeira com certeza é a mais famosa música de Michael, a segunda nem tanto, mas também é muito boa.

O que é incrível também são as coreografias, antes de mais nada o próprio Michael dá uma verdadeira aula quando as executa, e depois vem o impacto dessas coreografias no mundo inteiro, quem nunca dançou como um zumbi do clip de Thriller?

Além dessas, várias outras músicas e coreografias de Michael foram sucesso mundial, como Black Or White, a "brasileira" They Don't Care About Us, Bad, Billie Jean, Dangerous dentre outras.

Mas além das músicas Michael também ficou conhecido por várias outras coisas: a mudança de cor, os vários processos, as acusações de pedofilia, tudo isso contribuiu para que sua imagem diante da grande mídia e do grande público ficasse um pouco denegrida, mas na verdade Michael foi um gênio da música pop, nenhum outro conseguirá tanta coisa como ele conseguiu, vá em paz Michael!

E nada melhor do que um Moonwalk ao som de Billie Jean pra fechar o post:

29 junho, 2009

Brasil Tri-Campeão da Copa das Confederações


Chegou ao fim ontem, a Copa das Confederações, um ensaio para a competição mais importante do mundo do futebol, a Copa do Mundo.

E até parecia que as pequenas listras da camisa estadunidense eram listras de uma zebra, e até certo ponto foram.

Depois de duas derrotas (para a Itália por 3 x 1 e para o Brasil por 3 x 0), a seleção comandada por Donovan e Dempsey estava praticamente fora da competição, mas ainda tinha a última rodada da primeira fase. O que aconteceu? O Brasil deu um chocolate em cima da Itália, 3 x 0 e os Estados Unidos fizeram o mesmo placar sobre o Egito, com esses dois resultados, a seleção do Tio Sam acabou se classificando pelo número de gols marcados.

Aí chega a semi-final contra a favoritíssima Espanha, eu mesmo já dava como certo a final entre Brasil x Espanha, mas o EUA conseguiram segurar a Fúria, e com um bom 2 x 0 garantiram vaga no Ellis Park, na finalíssima de domingo.

E pra quem pensava que na final os EUA novamente levariam um baile da Seleção Brasileira, se enganou. Sabendo jogar no contra-ataque e fechando bem a defesa conseguiu fazer 2 x 0 no primeiro tempo, gols dos dois craques do time: Dempsey e Donovan.

Pois bem, chegou a hora da zebra ir pra casa. No segundo tempo o Brasil voltou diferente, mais vibrante, melhor como um todo e com um gol achado de Luís Fabiano, com menos de um minuto já diminuiu a vantagem dos EUA para 2 x 1.

O Brasil continuou melhor e chegou a empatar com Kaká, a bola entrou mas o juiz não marcou. Logo depois o empate veio verdadeiramente: Kaká fez boa jogda pela esquerda e cruzou rasteiro pro meio, Robinho tocou pro gol mas a bola não entrou, no rebote, Luís Fabiano cabeceou para empatar o jogo e marcar o seu quinto gol na competição, isolando-se ainda mais na artilharia.

E já aos 39 da etapa final, escanteio para o Brasil, Elano bateu muito bem e o gigante Lúcio subiu pra cabecear e dar números finais ao jogo.

Lúcio que mesmo sem clube, afinal não renovou seu contrato com o Bayern de Munique, mostra que não é a toa que desde 2001 é titular absoluto dessa Seleção, a garra demonstrada por ele é a cara do time brasileiro e depois do jogo, quando Lúcio recebeu a taça de Blatter e Zuma e a levantou bem alto, o reconhecimento do trabalho dele e de todo time foi exposto a todo mundo.

Mais um título na Era Dunga, que apesar de todas as contestações vem conseguindo resultados impressionantes, uma Copa América em cima da Argentina, uma Copa das Confederações e a liderança nas Eliminatórias, apesar de ser um tanto defensivo, coisa que não é característica da Seleção Brasileira, o time de Dunga tem um bom esquema, e além de tudo muitos jogadores que jogam no Brasil foram convocados, o que eu acho importante.

E já que o post é Copa das Confederações não podíamos deixar de falar dele, um treinador, uma lenda, um mito: Joel Natalino Santana:

22 junho, 2009

Happiness Is A Warm Gun


No mês passado falei sobre Tim Maia aqui no Un Quimera, pretendo pelo menos uma vez por mês colocar um post falando sobre música, algo que como já disse gosto muito, mas vale a pena repetir.

Hoje não vou falar de um cantor ou de uma banda em especial, mas sim de uma música.

Até porque, a banda que tocava essa música tem inúmeras músicas, melodias e histórias, não seria capaz de falar tudo sobre ela, me perderia logo, acho que isso seria trabalho para o "Grande Guila".

Então falo especificamente de Happiness Is A Warm Gun, pra quem ainda não sabe a músicas é dos Beatles e está presente no "White Album" de 1968.

Essa música tem muita história, de verdade, não é clichê nem nada, a primeira vez que eu a escutei já senti algo diferente, falei: isso aqui sim é música!

Lendo a respeito descobri que a origem da música vem de uma revista que John Lennon folheava e que tinha uma propaganda de armas, Lennon acho interessante e resolveu fazer uma canção.

A princípio, o nome da música seria Happiness Is A Warm Gun In Your Hand, mas acabou sendo lançada sem o In Your Hand.

As nuances rítmicas da música são várias e muito interessantes, o começo é suave, o She's not a girl who missses much é muito bom, depois de alguns versos, um solo curto e chegamos em I Need a Fix..., uma outra parte da música que já se diferencia do começo suave. Depois disso: Mother Superior Jump the Gun. Até chegar ao refrão, com outra variação rítmica e a inserção posterior de um trecho falado e do bang, bang, shoot, shoot.

As interpretações para a música também são diversas, acho interessante mesmo a corrente que acredita que a música foi composta por John fazendo alusão ao seu desejo sexual por Yoko Ono, o trecho When I hold you in my arms And I feel my finger on your trigger I know nobody can do me no harm Because Happiness Is A Warm Gun... compara Yoko ao revólver, acredito que seja por isso que o Warm apareça no título da canção e tenha o sentido de quente.

Também existe a galera que entende a música como alusão a heroína, sendo a Warm Gun uma seringa carregada.

Interpretações a parte um outro compositor muito bom se inspirou nessa canção para fazer outra canção. O compositor é Belchior (de quem falarei em breve também) e a música é Comentário a Respeito de John, onde Belchior concorda com John e em bom português dispara: A Felicidade É Uma Arma Quente sim!

Depois de falar tanto sobre a música é melhor ouvi-la: pra quem já conhece, relembra-la e ver se o entendimento sobre a música bate com o meu e pra quem ainda não conhece, escute! Você não vai se arrepender.

Dica também de ver esse vídeo:


Faz parte do longa "Across The Universe", uma verdadeira homenagem aos Beatles, recomendo na verdade que assistam inteiro, mas essa parte do Happiness Is A Warm Gun é especial.

Só pra fechar o post, eis a letra completa:

She's not a girl who misses much
Do do do do do do, oh yeah
She's well acquainted with the touch of the velvet hand
Like a lizard on a window pane.

The man in the crowd with the multicoloured mirrors
On his hobnail boots
Lying with his eyes while his hands are busy
Working overtime
A soap impression of his wife which he ate
And donated to the Nation Trust.

I need a fix 'cause I'm going down
Down to the bits that I left uptown
I need a fix cause I'm going down
Mother Superior jump the gun
Mother Superior jump the gun
Mother Superior jump the gun
Mother Superior jump the gun
Mother Superior jump the gun
Mother Superior jump the gun

Happiness Is A Warm Gun
Happiness Is A Warm Gun mama
When I hold you in my arms
And I feel my finger on your trigger
I know nobody can do me no harm
Because Happiness Is A Warm Gun mama
Happiness Is A Warm Gun
-Yes it is
Happiness Is A Warm
-Yes it is
Gun
Don't you know that Happiness
Is A Warm Gun mama

19 junho, 2009

Grandes Personagens - IV - Catherine Tramell (Sharon Stone)


Quarto post da série Grandes Personagens, não é machismo, mas apenas hoje aparece uma atriz (e que atriz).

O Grandes Personagens de hoje fala da sedutora Catherine Tramell, personagem que deu a Sharon Stone o título de símbolo sexual.

Além de Instinto Selvagem, Sharon Stone também se destacou em Diabolique, Cassino, Mulher-Gato entre outros, a sensualidade é sim sua principal característica, porém a inteligência e a personalidade de Sharon também são muito fortes, não é a toa que ela possui uma estrela na Calçada da Fama.

O filme (Instinto Selvagem) é famosíssimo, e muito dessa fama foi conquistada pela indescritível cruzada de pernas de Catherine quando está sendo interrogada na delegacia.

Mas não é só por isso que o filme e o personagem de Sharon Stone são tão famosos e elogiados.

A trama é alucinante, e logo no início acontece um sórdido crime: o ex-astro do rock, Johnny Boz, é assassinado na cama por uma mulher, que literalmente o picou com um "Ice Pick".

O crime é motivo para uma forte investigação policial. E a grande suspeita é Catherine Tramell, namorada de Johnny Boz.

Quando é chamada para ser interrogada vai sem pedir advogados, cruza as pernas, passa pelo detector de mentiras e parece que realmente não tem nada a ver com o assassinato.

Porém, durante o filme parece que tudo a incrimina. Ela é uma escritora, e todos os seus romances são relacionados a assassinatos ou tragédias que aconteceram durante sua vida, a morte dos pais, a morte de um professor da faculdade, a morte de um ex-namorado.

Para deixar o filme ainda mais picante, Catherine Tramell começa a escrever um romance sobre um detetive, que, pra variar também morre no final, mas no caso o detetive da "vida real" em que ela se inspira é Nick Curran. E Nick é
quem tenta provar que ela é culpada, mas aos poucos vai se envolvendo de uma maneira perigosa com Catherine, até chegar ao ponto da "transa do século".

Depois desse episódio as coisas começam a se revelar verdadeiramente, até que se descobre quem realmente assassinou Johnny Boz.

Um filme como esse não dá pra contar o final, recomendo mesmo que assistam e reparem principalmente na estonteante Catherine Tramell.

16 junho, 2009

Los Angeles Lakers - 15 vezes campeão da NBA


Chegaram ao fim no último do domingo as Finais da NBA, temporada 2008/09.

E acabou pesando toda a tradição e favoritismo dos Lakers de Kobe Bryant sobre o Orlando Magic de Dwight Howard.

As Finais começaram no Staples Center, e no jogo 1 Kobe Bryant e todo o time californiano já mostrou o que queria: o título e nada mais.

Com um basquete consistente os Lakers superaram a forte defesa armada por Stan Van Gundy e conseguiram uma ótima vitória, com 25 pontos de diferença: 100 x 75, de quebra, Kobe Bryant anotou sua maior pontuação em Playoffs, 40 pontos.

No jogo 2, ainda na Califórnia, os Lakers, jogando de branco, afinal era um domingo, encontraram mais dificuldades para vencer a partida.

O ala de Orlando, Rashard Lewis anotou 34 pontos e deu muito trabalho a defesa dos Lakers, o jogo era equilibrado e as duas defesas se postavam bem.

Após um empate em 88 no fim do 4º período, o jogo foi pra prorrogação e aí a dupla Bryant-Gasol chamou a responsabilidade pra si e ampliou a vantagem dos Lakers para 2 - 0, fechando o jogo em 101 x 96.

No jogo 3, agora na Flórida, o Orlando conseguiu reagir, vencendo por 108 x 104, em um jogo onde Rafer Alston, até então sumido nas Finais, ressurgiu, acertou várias bolas de 3, e com a ajuda de Howard e Lewis levou o Orlando a vitória, uma ponta de esperança ainda existia para o Magic.

Porém, pode-se que tudo se decidiu realamente no jogo 4.

Em um jogo tenso e dramático, como pede uma final de NBA, brilhou a estrela do veterano armador Derek Fisher, que com uma cesta de 3 pontos forçou a prorrogação, e aí, na prorrogação, brilhou Pau Gasol, os Lakers venceram por 99 x 91 e praticamente colocaram a mão na taça. Mas não foi por falta de vontade do Orlando não, Hedo Turkoglu contribuiu muito para o ataque, anotando 25 pontos e Dwight Howard conseguiu 16 pontos, 21 rebotes e 9 tocos (isso mesmo, 9 tocos, um recorde em Finais).

Depois da vitória no jogo 4, tudo estava encaminhado para o título dos Lakers, que só confirmaram isso no jogo 5, ainda em Orlando, vencendo e vencendo bem, com 99 x 86, sepultando de uma vez todas as chances do Magic de conseguir seu primeiro título na NBA e levando pra Los Angeles o 15º título da franquia.

Esse título marca a superação de Phil Jackson sobre o lendário Red Auerbach, agora Jackson tem 10 anéis, contra 9 de Red.

Depois do jogo, perguntado sobre o assunto Phil Jackson foi caetgórico:

- Vou fumar um charuto pensando no Red – afirmou Jackson, referindo-se ao hábito de Auerbach em noites de título.

E além da superação de Phil Jackson marcou também a superação de Kobe Bryant, que conquistou seu quarto título de NBA, porém dessa vez foi com um gostinho especial.

Das outras três vezes, o título tinha sido conquistado ao lado de seu "muy amigo" Shaquille O'Neal (hoje em Phoenix) e o pivô tinha sido eleito o MVP das Finais nas 3 oportunidades.

Dessa vez, Kobe conquistou o título sendo o principal jogador do time e também foi eleito o MVP das Finais, terminando a temporada de maneira fantástica, Kobe definitivamente entra para a turma dos grandes jogadores da história da NBA.

Parabéns as Lakers!!!