16 julho, 2009

América Platina ou Decepção Azul

Quando eu escrevi o post falando sobre a Libertadores, antes da competição começar indiquei o Cruzeiro como um dos grandes favoritos ao título, o time argentino do Estudiantes também aparecia no post mas apenas como um time que deve chegar mais longe, dessa vez, diferentemente da Copa do Brasil, eu errei.

A equipe de La Plata que estreou perdendo para o mesmo Cruzeiro, no mesmo Mineirão por 3 x 0, foi se recuperando aos poucos na competição, tomou apenas 2 gols depois das Oitavas de Final e conseguiu seu quarto título de Libertadores: 68,69,70 e agora 2009.

Foi a quinta final seguida entre brasileiros e argentinos na Libertadores em que os "hermanos" venceram (Velez em 1994, Boca em 2000, 2003 e 2007 e agora o Estudiantes).

Além disso, foi a segunda final seguida que um time brasileiro ficou com o vice, o Fluminense havia perdido para a LDU no ano passado.

Mas como isso foi acontecer?

Pouquíssima gente esperava a derrota desse bom time do Cruzeiro, ainda mais jogando em casa.

Vamos ao jogo:

Após um 0 x 0 no primeiro jogo em La Plata, quem ganhasse levaria e empate provocaria prorrogação.

Ambos os times entraram tensos em campo, clima de final de Libertadores, Brasil x Argentina é sempre complicado.

Mas, aos poucos, enquanto a torcida do Cruzeiro, que lotou o Mineirão, não empurrava o time devido a toda essa tensão, o Cruzeiro foi ficando cada vez mais tenso e o Estudiantes foi relaxando, soube catimbar na hora certa, e não se acovardou em momento algum, buscava sempre o ataque e no fim do primeiro tempo, nenhuma grande chance pra nenhum dos dois lados, mas o Estudiantes era melhor.

Na volta para o segundo tempo a tônica do jogo parecia que continuaria da mesma maneira que estava no primeiro tempo, porém, com apenas 6 minutos, o volante Henrique do Cruzeiro bateu de fora da área, a bola desviou e entrou no canto direito de Andújar, Cruzeiro 1 x 0 e festa azul no Mineirão.

Esse gol parecia que iria dar mais tranquilidade ao time, a história da Libertadores de 97, última que o Cruzeiro conquistou, parecia que iria se repetir.

Porém, nada disso aconteceu.

O aguerrido time do Estudiantes nem sentiu o gol sofrido, pra eles era como se nada tivesse acontecido e 5 minutos depois do gol, Verón, o maestro desse time, achou o lateral Cellay livre na direita, este cruzou no meio e Gastón Fernández empatou o jogo.

Era como se o gol cruzeirense não tivesse valido nada. Com o 1 x 1 no placar o jogo voltava a situação de primeiro tempo, Cruzeiro muito tenso e Estudiantes sabendo controlar muito bem o jogo, sabendo jogar dentro do Mineirão contra o Cruzeiro, coisa que poucos sabem.

Aí, aos 27 minutos, num escanteio cobrado por Verón, o artilheiro da Libertadores, Mauro Boselli, subiu de cabeça, fez seu oitavo gol na competição e fechou o placar: Estudiantes de La Plata 2 x 1 Cruzeiro.
Depois disso o Cruzeiro até que tentou, Thiago Ribeiro acertou uma pancada no travessão, mas o título já era dos "pinchas", apesar de tudo, do favoritismo azul, o time argentino fez um grande jogo ontem e mereceu o título, a defesa sólida, com o ótimo Andújar no gol, que pouco trabalhou, e com Desábato e Schiavi, ambos muito mau vistos aqui no Brasil, mas que jogaram muito bem, o ataque fez o que deve fazer, cada um dos dois atacantes fez um gol, e no meio é que estão as grandes feras desse time, Pérez que dá a movimentação, Braña que marca muito bem e ele, Juan Sebastian Verón, "La Brujita", que voltou da Europa pra ganhar esse título com o Estudiantes, clube de "La Bruja", seu pai Juan Ramon Verón.

Em relação ao Cruzeiro, indiscutivelmente foi melhor durante toda a competição, passou tranquilo na primeira fase e eliminou São Paulo e Grêmio no mata-mata, porém na hora da final não foi aquele grande time, que tinha Ramires (o camisa 8 se despediu ontem, agora é jogador do Benfica), Wágner, que contava com as chegadas fulminantes de Jonathan e que tinha um
indomável Gladiador lá na frente.

Ninguém funcionou nessa final, apenas Fábio no primeiro jogo onde salvou tudo e mais um pouco.

Porém, na minha visão de jogo, o que faltou na verdade para o Cruzeiro foi RAÇA.

A equipe é muito boa e entrou em uma situação favorável nesse segundo jogo, e não entrou de salto alto, respeitou o time do Estudiantes, mas entrou muito nervosa no jogo e foi dando espaço pra esse bom time argentino fazer o jogo dele.

A torcida via tudo isso apática e o time não conseguia imprimir raça digna de uma final de Libertadores, parecia um jogo comum de Campeonato Mineiro, os caras tinham que ir buscar bola lá na Lagoa da Pampulha, suar sangue mesmo, e eu não vi isso, e enquanto eu não via isso, via nos olhos dos jogadores argentinos mais raça do que tudo, alguém aí já pensou há quanto tempo o Cruzeiro não perdia de virada dentro do Mineirão?

Foi um verdadeiro "Minerazo", mas apesar dessa decepção o time do Cruzeiro é muito forte e com toda certeza brigará pelo título do Brasileirão, mesmo sem Ramires e mesmo sem Libertadores.

Só resta agora parabenizar o Estudiantes e principalmente "La Brujita".

13 julho, 2009

Fora Sarney!


Ainda não tinha comentado sobre esse assunto aqui no Un Quimera, mas nem é preciso falar muito.

Qualquer pessoa bem informada está a par da situação de crise que vive o senado brasileiro.

A corrupção cada vez mais vem a tona e se ouve falar muito de atos secretos, nepotismo e por aí vai.

No meio de tudo isso é importante tomar uma atitude, e aproveitando o mundo da internet, aderi ao Manifesto contra os Atos Secretos e a Corrupção no Senado.

Foi no blog do Marcelo Tas que eu tive contato com isso, iniciativa do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos estudantes de Direito da USP.

O link para assinar a petição é esse: http://www.petitiononline.com/xisenado/petition.html

Vale a pena olhar também o blog do Tas, onde está o texto e o mesmo link.

Apesar de todos os seus históricos erros, a culpa da crise não é exclusiva do Sarney, mas a saída dele nesse momento é necessária, fazendo uma comparação futebolística, Sarney hoje é como aquele treinador que está desgastado no cargo, que torcida e jogadores já não aguentam mais, está lá só por causa dos dirigentes.

A política no Brasil tem solução, basta querer fazer as coisas certas.

Não sou nenhum entendor profundo de política, como está escrito aqui do lado direito, tenho visões políticas inconstantes, mas esse caso de corrupção no Senado extrapolou todos os limites, e acredito que posso contribuir de alguma maneira, com esse blog, para que as coisas melhorem.

Em tempo: Outra atitude via internet será tomada quarta-feira, dia 15, será a passeata virtual via twitter, mais informações: http://www.forasarney.com/ #forasarney

10 julho, 2009

1984 - A Revolução dos Bichos

Não falo muito sobre livros aqui no Un Quimera, acho que até agora o único que eu citei foi O Senhor dos Anéis, porém hoje vou mudar isso e falar logo de dois de uma vez.

Sim, alguns já devem ter percebido, o título do post são os nomes do livros, e ambos foram escritos por um mesmo cara: Eric Arthur Blair, mais conhecido como George Orwell.

Como tive a oportunidade, procurei ler os dois em seguida, li primeiro 1984, o título do livro é uma inversão do ano em que ele foi escrito: 1948, e depois li A Revolução dos Bichos, um dos melhores livros que eu já li até hoje.

1984

Em 1984, Orwell coloca como protagonista da história Winston Smith, um funcionário do Partido do Grande Irmão, um partido totalitarista que tinha no chamado Grande Irmão seu grande líder.

Quando se traduz Grande Irmão para o inglês, temos Big Brother, não é coincidência não, foi deste livro que saiu a ideia do tão falado reality show.

No livro você se depara com um mundo um pouco diferente (veja o mapa acima, em roxo a Eurásia, em verde a Lestásia, em laranja a Oceania, em em amarelo o território disputado por eles), dividido entre Oceania, Lestásia e Eurásia.

A Oceania é o domínio do Partido do Grande Irmão, onde se passa a história, as coisas vão acontecendo no livro e quando Winston conhece Julia algumas mudanças surgem, até quando eles vão ao encontro de O'Brien e as ideias do livro começam a se revelar claramente.

Esse resumo foi fraquíssimo, mas foi de propósito, esse livro não dá pra ser contado assim, é muito melhor ler.

O que dá pra falar mais é que ao ler esse livro você entrará em um universo diferente, de teletelas, Ingsoc, Grande Irmão, e também da Novilíngua, a língua criada pelo partido. 

Vale lembrar também o lema do Partido, que assim a primeira vista parece estranho, mas ao ler o livro você entende:

Guerra é Paz,
Liberdade é Escravidão,
Ignorância é Força.

É complexo demais isso, só lendo mesmo pra entender, na parte do livro em que Smith lê o livro de Emmanuel Goldstein, o grande inimigo do Partido do Grande Irmão, é que você entende isso perfeitamente.

A Revolução dos Bichos
Esse livro é curto, singelo, mas é muito bom!

Começa quando um velho porco, o Major, reune todos os animais da Granja do Solar e expoe a eles o seu sonho: uma granja com os animais vivendo em igualdade, livre do jugo da exploração humana. O Major também ensina aos animais a canção "Bichos da Inglaterra", que se tornaria o hino deles.

Pouco depois o Major morre e os outros animais liderados por dois porcos: Bola-de-Neve e Napoleão se revoltam contra Jones (o então dono da granja) e conseguem fazer a revolução.

A princípio tudo parecia ser melhor, o Animalismo é colocado em prática, o nome da granja muda para Granja dos Animais, o hino é cantado pelos animais, e uma máxima é estabelecida: "Quatro pernas bom, duas pernas ruim!"

Mas aos poucos muitas coisas vão acontecendo e tudo começa a mudar novamente, mudar para pior do que na época de Jones, arquitetadas por alguns porcos (que eram os animais mais inteligentes), Napoleão que se tornou uma espécie de ditador e Garganta, seu pau mandado. Essas mudanças, que parecem inofensivas a princípio transformam-se em algo gigantesco.

Os outros animais, como o esforçado Sansão, o indiferente Benjamim, Quitéria e outros, não entendem bem as mudanças e continuam trabalhando ainda mais do que trabalhavam antes. A
figura de Sansão é especial, ele sempre dizia: tenho que trabalhar ainda mais, e era um grande
pilar da Granja dos Bichos.

No fim... bem não gosto de contar final e não vou contar, mas o mais importante desse livro é a brilhante sátira feita por Orwell, se utilizando de animais ele faz uma ferrenha crítica a implantação do comunismo (foi escrito na época em que Stalin estava no poder na URSS),
mostrando que este sistema teoricamente e utopicamente é igualitário mas quando colocado em prática descamba para o lado do totalitarismo, o líder, na maioria das vezes, deixa o poder subir pela cabeça.

Daria pra falar muito mais desses dois livros, mas acho que já deu pra falar bastante, ilustrar um pouco de cada um, duas críticas que acabam se convergindo e (bezerrando agora) mostram e comprovam toda a versatilidade de George Orwell.

07 julho, 2009

Covardia, Que Covardia!


Se analisarmos bem o program exibido ontem, as iniciais do programa CQC (Custe o Que Custar) da Band poderiam ser mudadas para o título desse post.

Não sou muito ligado em televisão, não sei se é porque minha TV passa poucos canais, ou porque o tempo anda cada vez mais curto pra mim, mas existem alguns programas que eu sou uma espécie de "fã de carteirinha", é difícil perder.

O CQC é um desses poucos programas.

Por mais críticas que eles possam sofrer, os "homens de preto" comandados por Marcelo Tas, indiscutivelmente um dos grandes jornalistas do Brasil hoje em dia, muito pelos (diria até folclóricos) Ernesto Varela e Professor Tibúrcio.

Além dele, fecham o trio que apresenta o programa todas as segundas, o gaúcho e ex-jogador de basquete Rafinha Bastos e o impagável Marco Luque (seu personagem Jackson Five deve estar de luto atualmente).

Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Rafael Cortez e Oscar Filho fazem as matérias, sempre com piadas novas, sempre correndo atrás da informação de uma maneira diferente, o chamado humor inteligente.

Mas falo especificamente sobre o programa de ontem, onde dois dos integrantes do CQC foram literalmente agredidos.

Primeiro, Felipe Andreoli no Rio Grande do Sul.

Inter x Corinthians disputando a final da Copa do Brasil e o repórter do CQC como sempre foi lá, Andreoli sempre está nos eventos esportivos.

Li alguma coisa no blog dele antes do programa ir pro ar e já vi que a situação foi tensa, no programa deu pra ver um pouco do que aconteceu.

Acho lamentável esse tipo de atitude, admiro muito o Rio Grande do Sul, os times de lá tem história e o estado como um todo tem mais história ainda, porém, uma atitude como essa da torcida do Inter é condenável, é lógico que foi apenas uma parte, duvido que todos os Colorados sejam assim, mas mesmo assim, coisas como essa são ridículas, não é querer estampar um nacionalismo eloquente que eu definitivamente não tenho, mas somos todos brasileiros caramba!

Mas pior do que isso, foi a atitude dos seguranças do (por enquanto) Presidente do Senado, José Sarney.

Assim como Felipe Andreoli está sempre na área esportiva, a área política é comandada por Gentili, que no começo do programa ganhou muitos elogios com o quadro "Repórter Inexperiente".

E estar na área política significa estar sempre no Congresso e procurar sempre o melhor jeito de conciliar o humor com essa coisa tão séria que é a política.

Na matéria exibida ontem, Gentili foi covardemente agredido pelos seguranças de Sarney, eles chegaram até a usar técnicas que eram usadas na época da Ditadura Militar, como bem lembrou o homem da franja invisível.

Agora eu me pergunto: O Brasil ainda tem espaço para isso?

Muito se discute dos erros dos políticos, corrupção e tudo mais, porém coisas como essa atitude dos seguranças de Sarney talvez sejam ainda mais prejudiciais para a democracia em nosso país, liberdade de imprensa é primordial.

Pra finalizar, do pouco que eu sei sobre jornalismo, acredito que o estilo jornalístico que o CQC segue seja um dos melhores atualmente, humor de cara limpa, sem apelação e comprometimento com causas sociais (o quadro Proteste Já!) e com causas políticas (em todas essas matérias de Danilo Gentili), essa é a ideia: ir atrás da notícia, custe o que custar, e apesar do formato do programa ser importado, é muito brasileiro.

Veja a matéria do Danilo Gentili no Congresso, do programa de ontem:

03 julho, 2009

A Semana em Porto Alegre

Essa semana que abriu o mês de julho, no que se diz respeito a futebol, teve como sua capital a cidade de Porto Alegre.

Na quarta-feira, o segundo jogo da decisão da Copa do Brasil, disputado entre Internacional x Corinthians, no Beira-Rio e no dia seguinte, a decisão pra ver qual brasileiro enfrentaria o Estudiantes de La Plata na final da Copa Libertadores que será disputada nas próximas duas quartas.

Corinthians Tri-Campeão da Copa do Brasil
No primeiro dos dois grandes jogos, o Corinthians se deu bem, superou o trauma do ano passado, quando perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport, jogando o segundo jogo fora de casa e com um empate em 2 x 2 se tornou tri-campeão da Copa do Brasil (o jogo de ida no Pacaembu tinha sido 2 x 0 para o Corinthians).

Aqui no Un Quimera, lá em fevereiro, um domingo antes de começar a Copa do Brasil eu dei os meus palpites sobre quem seria o campeão, dentre os times citados por mim, Internacional e Corinthians estavam lá.

O Inter, que talvez tenha percorrido um caminho mais complicado do que o do Corinthians para chegar a final era o grande favorito desde o início da competição, mas depois das quartas contra o Flamengo, muito do misticismo que cobria o Colorado foi quebrado.

Chegou para o primeiro jogo da final muito desfalacado e, não conseguindo fazer gol fora de casa tinha que fazer um resultado muito bom no jogo de volta, em Porto Alegre.

Mesmo com seus principais jogadores em campo, o time de Tite sentiu a pressão de ter que fazer esse bom resultado e entrou nervoso em campo, o Corinthians, que durante toda a competição soube se portar muito bem jogando fora de casa aproveitou esse nervosismo, e com gols de Jorge Henrique e André Santos, abriu 2 x 0 no primeiro tempo, praticamente matando o jogo.

Na volta para o segundo tempo o Inter até conseguiu o empate com dois gols de Alecsandro, o jogo ficou marcado também por muitas briguinhas e expulsões, destaque para o argentino D'Alessandro, camisa 10 do Inter, um excelente jogador de futebol, um dos melhores em atividade no Brasil, mas que perdeu a cabeça nessa final e cometeu atitudes de um verdadeiro "chico".

O Corinthians mereceu o título e acumula agora 3 títulos em 7 meses (Série B, Paulista e Copa do Brasil), Mano Menezes aos poucos foi montando esse time que hoje é muito maduro, e consistente, tanto defensivamente quanto no ataque, o grande perigo é acontecer um desmanche, afinal, muitos dos titulares do Corinthians estão sendo observados por clubes europeus, e o mercado está aberto.

Cruzeiro na final da Libertadores

Ontem, quase um replay do jogo de quarta.

A situação do Grêmio era muito parecida com a do seu rival estadual, só que o Tricolor gaúcho tinha conseguido marcar um gol no jogo de ida, no Mineirão (que terminou 3 x 1 para o Cruzeiro).

E o time de Paulo Autuori até começou bem, tentando pressionar o Cruzeiro, mas apesar de chegar muito, não chegava com objetividade.

Ao contrário da Raposa que, em duas chegadas, meteu 2 gols.

Aos 34, o Gladiador Kléber fez ótima jogada pela direita e deu o primeiro gol para Wellington Paulista. Dois minutos mais tarde, de novo pela direita, Jonathan cruzou na cabeça do mesmo Wellington Paulista.

2 x 0 e partida praticamente decidida, assim como na quarta.

E pra terminar as coincidências do dia anterior, o Grêmio voltou para o segundo tempo sem desanimar e também conseguiu empatar, com gols de Réver e Souza.

Apesar desses dois resultados adversos é bom não subestimar o futebol gaúcho, que conta com dois bons times, alguns ótimos jogadores e que, desde 2006, vem conseguindo sempre resultados expressivos, até mesmo um Mundial.

Sobre os finalistas da Libertadores: o jogo de estreia será também o último jogo deles.

A exemplo da edição do ano passado, quando os dois finalistas (Fluminense e LDU) sairam do mesmo grupo, esse ano o Estudiantes de Verón e o Cruzeiro de Kléber também chegam a final vindos do mesmo grupo.

Na primeira fase o Cruzeiro venceu no Mineirão por 3 x 0, na estreia de Kléber, com dois gols do mesmo e o Estudiantes venceu em La Plata por 4 x 0. A final será um tira-teima e por ter feito uma melhor campanha na primeira fase, o Cruzeiro decidirá em casa.

Nada melhor do que um duelo Brasil x Argentina numa final de Libertadores, ainda mais numa tão simbólica, essa é a Libertadores de número 50.

O Cruzeiro é sim muito favorito pra essa final, mas o Estudiantes não costuma dar mole, e depois de perder a final da Sul Americana do ano passado para o Inter, esse ano Verón e cia. vem mais calejados para essa outra final contra um time brasileiro.

30 junho, 2009

Os "acontecimentos" de junho/2009

Esse mês que marca o meio do ano foi um mês cheio de acontecimentos, como os posts "acontecimentos" são mensais e sempre no último dia do mês, conforme vão acontecendo as coisas durante o mês já vou esboçando o post e pra ser sincero, o desse mês era pra ser: O desastre do Air France e As Eleições no Irã, mas como o desastre do Air France na verdade ocorreu nas últimas horas do mês de maio e o assunto do Irã pode ser tratado mais a frente, optei por colocar estes outros 2 acontecimentos:

O Fim do Diploma de Jornalismo

No dia 17, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o curso de jornalismo.

Curso esse que considero de extrema importância, sempre quis ser jornalista e ainda quero muito, esse "acontecimento" seria indispensável.

Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo podem ter mudado a história. Uma profissão que exerce influência na opinião pública em todas as áreas, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes sacramentou a decisão dizendo que o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área.

Procurei me informar sobre o assunto e, principalmente pela internet, vi opiniões das mais diversas, alguns totalmente a favor do fim do diploma como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e alguns totalmente contra, como a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Fora do mundo da web, achei muito interessante o Observatório da Imprensa do lendário Alberto Dines, exibido uma semana atrás (23/06), um ótimo debate mostrando os dois lados da moeda, que me ajudou muito a compreender toda essa situação.

Essa decisão, no mínimo polêmica por parte do STF, como já disse, pode alterar muitas coisas dentro das universidades e do mercado de trabalho, boa ou ruim, acredito que seus verdadeiros resultados virão somente a longo prazo, por enquanto muita coisa não deve mudar.

Já existem muitas redações com não diplomados, que são especialistas em um certo assunto e por isso escrevem, casos como esse devem aumentar muito com o fim da obrigatoriedade do canudo.

Porém, as empresas de comunicação não deverão trocar o certo pelo duvidoso quando se tratar de jovens jornalistas, ou seja, dificilmente alguém sem nenhum ou quase nenhum embasamento jornalístico será contratado em detrimento de um jornalista com uma bagagem de quatro anos de universidade.

Foi tudo muito rápido, e devido a essa mudança, cheguei até a cogitar uma mudança de curso no vestibular que vou prestar esse ano, mas pensando bem, gosto mesmo é de jornalismo, e nem que seja para a minha geração ter de reinventá-lo e adaptá-lo a esse novo mundo, virtual, globalizado e não diplomado, não cheguei até aqui pra desistir agora.

A Morte de Michael Jackson
Esse acontecimento é de longe o que teve maior repercussão de todos já falados aqui no Un Quimera.

Era uma quinta-feira, chegava em casa a noite, cansado e quando ligo o computador só pra dar uma olhada na net, tá lá estampado em todas as manchetes de quase todos os sites: Morre o Rei do Pop.

Juro que a princípio não acreditei, além de tudo mais que ainda vou comentar, a morte de Michael Jackson foi inesperada, com apenas 50 anos um dos cantores mais influentes do século XX morreu.

Sinceramente nunca escutei muito o som de Michael Jackson, mas quando escuto dá pra sentir que é algo diferente, em especial duas canções que já escutei demais por causa de Festivais Escolares: Thriller e Beat It, a primeira com certeza é a mais famosa música de Michael, a segunda nem tanto, mas também é muito boa.

O que é incrível também são as coreografias, antes de mais nada o próprio Michael dá uma verdadeira aula quando as executa, e depois vem o impacto dessas coreografias no mundo inteiro, quem nunca dançou como um zumbi do clip de Thriller?

Além dessas, várias outras músicas e coreografias de Michael foram sucesso mundial, como Black Or White, a "brasileira" They Don't Care About Us, Bad, Billie Jean, Dangerous dentre outras.

Mas além das músicas Michael também ficou conhecido por várias outras coisas: a mudança de cor, os vários processos, as acusações de pedofilia, tudo isso contribuiu para que sua imagem diante da grande mídia e do grande público ficasse um pouco denegrida, mas na verdade Michael foi um gênio da música pop, nenhum outro conseguirá tanta coisa como ele conseguiu, vá em paz Michael!

E nada melhor do que um Moonwalk ao som de Billie Jean pra fechar o post:

29 junho, 2009

Brasil Tri-Campeão da Copa das Confederações


Chegou ao fim ontem, a Copa das Confederações, um ensaio para a competição mais importante do mundo do futebol, a Copa do Mundo.

E até parecia que as pequenas listras da camisa estadunidense eram listras de uma zebra, e até certo ponto foram.

Depois de duas derrotas (para a Itália por 3 x 1 e para o Brasil por 3 x 0), a seleção comandada por Donovan e Dempsey estava praticamente fora da competição, mas ainda tinha a última rodada da primeira fase. O que aconteceu? O Brasil deu um chocolate em cima da Itália, 3 x 0 e os Estados Unidos fizeram o mesmo placar sobre o Egito, com esses dois resultados, a seleção do Tio Sam acabou se classificando pelo número de gols marcados.

Aí chega a semi-final contra a favoritíssima Espanha, eu mesmo já dava como certo a final entre Brasil x Espanha, mas o EUA conseguiram segurar a Fúria, e com um bom 2 x 0 garantiram vaga no Ellis Park, na finalíssima de domingo.

E pra quem pensava que na final os EUA novamente levariam um baile da Seleção Brasileira, se enganou. Sabendo jogar no contra-ataque e fechando bem a defesa conseguiu fazer 2 x 0 no primeiro tempo, gols dos dois craques do time: Dempsey e Donovan.

Pois bem, chegou a hora da zebra ir pra casa. No segundo tempo o Brasil voltou diferente, mais vibrante, melhor como um todo e com um gol achado de Luís Fabiano, com menos de um minuto já diminuiu a vantagem dos EUA para 2 x 1.

O Brasil continuou melhor e chegou a empatar com Kaká, a bola entrou mas o juiz não marcou. Logo depois o empate veio verdadeiramente: Kaká fez boa jogda pela esquerda e cruzou rasteiro pro meio, Robinho tocou pro gol mas a bola não entrou, no rebote, Luís Fabiano cabeceou para empatar o jogo e marcar o seu quinto gol na competição, isolando-se ainda mais na artilharia.

E já aos 39 da etapa final, escanteio para o Brasil, Elano bateu muito bem e o gigante Lúcio subiu pra cabecear e dar números finais ao jogo.

Lúcio que mesmo sem clube, afinal não renovou seu contrato com o Bayern de Munique, mostra que não é a toa que desde 2001 é titular absoluto dessa Seleção, a garra demonstrada por ele é a cara do time brasileiro e depois do jogo, quando Lúcio recebeu a taça de Blatter e Zuma e a levantou bem alto, o reconhecimento do trabalho dele e de todo time foi exposto a todo mundo.

Mais um título na Era Dunga, que apesar de todas as contestações vem conseguindo resultados impressionantes, uma Copa América em cima da Argentina, uma Copa das Confederações e a liderança nas Eliminatórias, apesar de ser um tanto defensivo, coisa que não é característica da Seleção Brasileira, o time de Dunga tem um bom esquema, e além de tudo muitos jogadores que jogam no Brasil foram convocados, o que eu acho importante.

E já que o post é Copa das Confederações não podíamos deixar de falar dele, um treinador, uma lenda, um mito: Joel Natalino Santana: